Título: O Barril de Amontillado
Original: The Cask of Amontillado
Autor: Edgar Allan Poe
Número de páginas: 5
Ano: 1846
Tradução: Cássio de Arantes Leite

Conto disponibilizado pelo desafio literário #12mesesdepoe 2017 (criado pelo blog Anna Costa) para o mês de dezembro.


Montresor guarda consigo forte mágoa contra Fortunato, que o injuriou várias vezes, e decide vingar-se dando fim à vida de seu desafeto de maneira que a vítima saiba quem se vinga e que o crime permaneça impune. 

Montresor se diz profundamente ofendido pelos atos de Fortunato contra si. Resolve então, em um baile de carnaval, se vingar dele.

"As mil injustiças de Fortunato, suportei o melhor que pude; mas quando ele se aventurou ao insulto, jurei vingança."

Aproveitando-se do gosto e entendimento de Fortunato por vinhos, ele diz ter em posse um barril de Amontillado. Muito curioso, resolve acompanhar Montresor até a adega deste para comprovar se de fato era um Amontillado de verdade.

Porém, ele engana Fortunato já embriagado, levando-o para perto das catacumbas de sua família. Ao adentrar enfim ao lugar onde estava o Amontillado, Fortunado é emparedado por Montresor sem nenhum remorso.


Em O Barril de Amontillado, somos levados a uma trama de vingança bastante macabra e agoniante. Imagine só ser emparedado para morrer definhando!

A questão principal da trama não é o motivo da vingança, mas a tamanha raiva que possui o protagonista. E isso é repassado várias vezes pelo autor durante o texto. Percebemos quão frio e calculista uma pessoa vingativa pode ser.

Há também toda uma simbologia no conto. Durante o baile de carnaval, Montresor está fantasiado de pedreiro, enquanto que Fortunado está vestido de palhaço. Perceberam a ironia mórbida do autor?

Pois é, um enredo sombrio e agoniante. Recomendo imensamente para os fãs do gênero.






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