Título: O Lago das Sanguessugas  - Desventuras em Série #03
Original: The Wide Window
Autor: Lemony Snicket
Número de páginas: 192
Ano: 2001
Editora: Seguinte

CUIDADO! Pode conter spoilers dos dois primeiros livros! Para ler suas resenhas, clique nos títulos abaixo:

"Caro leitor,Se você ainda não leu nada sobre os órfãos Baudelaire, é preciso que antes mesmo de começar a primeira frase deste livro fique sabendo o seguinte: Violet, Klaus e Sunny são legais e superinteligentes, mas a vida deles, lamento dizer, está repleta de má sorte e infelicidade. Todas as histórias sobre essas três crianças são uma tristeza e uma verdadeira desgraça, e a que você tem nas mãos talvez seja a pior de todas. Se você não tem estômago para engolir uma história que inclui um furacão, uma invenção para sinalizar pedidos de socorro, sanguessugas famintas, caldo frio de pepinos, um horrendo vilão e uma boneca chamada Perfeita Fortuna, é provável que se desespere ao ler este livro. Continuarei a registrar essas histórias trágicas, pois é o que sei fazer. Cabe a você, no entanto, decidir se verdadeiramente será capaz de suportar esta história de horrores.Respeitosamente,Lemony Snicket"

E chegamos a terceira desventura dos órfãos Baudelaire. Após perderem seu último tutor, o tio Monty, os órfãos rumam para outra cidade, para conhecer sua nova tutora Josephine Anwhistle.

Josephine mora no topo de uma colina em uma casa que parece tudo, menos estável, acima do Lago Lacrimoso. Ao chegarem, os Baudelaire já percebem que, apesar de boazinha, Josephine é a maior fã de gramática que você poderia encontrar na vida e extremamente neurótica. Ela não cozinha nada, pois tem medo que o fogão cause um incêndio, não toca em maçanetas, pois tem medo que elas caiam da porta e a deixem trancada, não fala ao telefone, pois tem medos irracionais demais para serem todos lembrados. Uma forte tempestade se aproxima da cidadezinha em que agora vivem, e, sinceramente, não saberia dizer se aquela casa aguentaria uma ventania.

Josephine também tem medo de taxis e veículos no geral, então, toda vez que queriam sair de casa os órfãos eram obrigados a enfrentar o frio, a pé, e descer a colina.

Acontece que, obviamente, o Conde Olaf, aqui também conhecido (e reconhecido) como Capitão Sham, aparece em algum momento da história com planos malignos para conseguir a guarda dos Baudelaire e também sua fortuna.
O livro é curto, assim como os dois primeiros, mas a história deste é me conquistou. Eu queria saber mais e mais como os irmãos iriam se livrar das garras do Conde Olaf, que é tudo, menos bobo.

Como de costume, o autor coloca ótimas tiradas engraçadas em momentos tensos do livro, o que deixa a leitura gostosa e divertida.
“Roubar não é desculpável, por exemplo, se a pessoa está num museu, resolve que um determinado quadro ficaria melhor em sua casa e simplesmente leva o quadro para casa. Mas se a pessoa está morrendo de fome e não tem outro meio de conseguir dinheiro, é desculpável que ela leve o quadro para casa e o coma.”
O autor continua colocando nas narrativas o fato de os adultos não confiarem nas palavras das crianças. Apesar de terem reconhecido o Conde Olaf no primeiro olhar e contado a Josephine e também ao Sr. Poe, ninguém acredita neles! Se não fossem tão expertos como são, a série já teria acabado no primeiro livro. Era de se esperar que, depois de terem lidado com o Conde por duas vezes, o Sr. Poe (e outros adultos) passassem a acreditar mais na palavra das crianças, mas não, eles são sempre induzidos ao erro.

E sobre o título? Só lendo para saber. hihi. O próximo livro vai ser uma aventura bem diferente para mim, já que, até aqui, eu já conhecia a história por causa do filme que foi feito, onde o Jim Carrey era o Conde Olaf. =)


Um Comentário

  1. Sou louca pra ler a série, mas quero ter em versão física então falta dinheiro hahahah

    Beijos
    Próxima Primavera

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