Título: A Sala dos Répteis (Desventuras em Série #2)
Original: The Reptile Room
Autor: Lemony Snicket
Número de páginas: 184
Ano: 2001
Editora: Companhia das Letras
Lemony Snicket é um autor que não pode ser acusado de falta de franqueza. Sabe que nem todo mundo suporta as tristezas que ele conta e por isso - para que depois ninguém reclame - faz questão de avisar: 'Se você esperava encontrar uma história tranqüila e alegre, lamento dizer que escolheu o livro errado. A história pode parecer animadora no início, quando os meninos Baudelaire passam o tempo em companhia de alguns répteis interessantes e de um tio alto-astral, mas não se deixem enganar...'
Os Baudelaire têm mesmo uma incrível má sorte, mas pode-se afirmar que a vida deles seria bem mais fácil se não tivessem de enfrentar o tempo todo as armadilhas de seu arquiinimigo: o conde Olaf, um homem revoltante, gosmento e pérfido. Em 'Mau Começo' ele deu uma pequena amostra do que é capaz de fazer para infernizar a vida de Violet, Klaus e Sunny Baudelaire - e aqui as coisas só pioram.


Este é o segundo livro das Desventuras em série e a vida não fica mais fácil para os órfãos Baudelaire. Após os terríveis acontecimentos do primeiro livro, onde os órfãos foram morar com o parente não tão próximo assim, O conde Olaf, eles conseguiram provar a todos que aquele homem não era digno e foram levados embora. Mas, como eu já disse a vida não ficou mais fácil.

Neste segundo livro, as crianças vão morar com o tio Monty, um adorável senhor que dedica sua vida a estudar os répteis. Tio Monty está super empolgado, pois fez uma grande descoberta e logo a apresentará para a sociedade herpetologista, mas primeiro ele precisa ir ao Peru para fazer algumas pesquisas e isto inclui levar as crianças para viver algumas aventuras. Os Baudelaire estão felizes com seu novo lar como a muito tempo não estavam, até que o Conde Olaf aparece disfarçado de Stephano, o novo ajudante de tio Monty. Ai, tudo começa a desandar.

Imagem retirada da internet.
Com a “sorte” destes órfãos, já era de se imaginar que a alegria duraria pouco.

A história deste livro é muito bem construída, tanto quando a do primeiro. Além de todo o clima de tensão criado em volta de história, o autor ainda tem o seu bom humor natural e aquelas tiradas em que consegue explicar e ensinar novas palavras sem se tornar chato. Eu acho a história dos Baudelaire muito triste e fico torcendo por um final feliz mesmo sabendo que não o terei (pelo menos não por completo).

"Na classificação das pessoas mais infelizes do mundo - e você sabe que elas não são poucas -  os irmãos Baudelaire ocupam sem dúvida o primeiro lugar. Eles viveram mais coisas horríveis que qualquer pessoa."

A história levanta muitos pontos interessantes, como a falta de credibilidade que os adultos têm em crianças. Tudo poderia ser facilmente resolvido se o Sr. Poe acreditasse nos podres órfãos desde o início, porém isto não ocorre, nos mostrando assim como as vezes somos injustos com as crianças.

No mais, sempre acho as histórias de Lemony Snicket diferentes, e, apesar de um tanto previsíveis eu adoro a forma como ele escreve. É um ótimo livro para ler sem pressa, nos intervalos do trabalho, no metro/ônibus, em filas ou em qualquer lugar que sobre um tempinho (foi isto que eu fiz, rs).

Este livro faz parte do Desafio Literário I Dare You. No tema Com animal na capa, mês de Maio.

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