Olá, pessoal! Tudo bem?

Como estão se saindo nas metas literárias de vocês?

Eu, em questão de leituras, estou  em dia, mas tem algumas que não consegui fazer resenha ainda e acabei me atrasando com o desafio 12 Meses de Poe. Então é por isso que só agora consegui para comentar sobre os textos do mês de abril.


Desde a infância eu tenho sido
Diferente d'outros – tenho visto
D'outro modo – minhas paixões
Tinham uma outra fonte e
Minhas mágoas outra origem –

No mesmo tom não despertava
O meu coração para a alegria -
O que amei – eu amei só.

Então – na infância – a aurora
Da vida atormentada – estava
Em cada nicho de bem e mal

O mistério que me prendia -
Da correnteza, da fonte -
Da escarpas rubras do monte -
Do sol que me rodeava
Em pleno outono dourado -
Do relâmpago nos céus
Quando sobre mim passava -
Do trovão, da tormenta -
E a nuvem tem a forma
(Quando o resto do céu é azul)
D'um demônio aos meus olhos.*

(Edgar Allan Poe)


Poe, em seus textos, retrata totalmente sua personalidade conturbada e assustadora. No poema desse mês é possível perceber, então, o tamanho drama que assolava o autor.

Usando suas próprias palavras ele diz ser  "Diferente d'outros", e de que forma essa diferença é ressaltada. Relata sobre amores não correspondidos ("O que amei – eu amei só") e uma vida atormentada. 

(* Fonte da tradução: Leonardo Magalhães)






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