Título: Assassinato no Expresso do Oriente
Original: Murder On the Orient Express
Autor:Agatha Christie
Número de páginas: 189
Ano: 1986
Tradução: Archibaldo Figueira
Editora: Record


O famoso detetive belga Hercule Poirot está voltando de um caso que resolveu na Síria e chegando ao hotel Tokatlian recebe uma mensagem para resolver outra situação em Londres. Para isso ele precisa viajar no luxuoso trem de Istambul com destino a Calais. 

Ao entrar no trem, ele se depara com mais 12 passageiros de diversas nacionalidades (ingleses, americanos, italiano, suecos, húngaros, etc). Entre os passageiros está um homem americano chamado Samuel Edward Ratchett e este sabendo da fama do detetive, pede para que ele o proteja de um possível atentado, pois há tempos vem recebendo cartas anônimas ameaçadoras. Entretanto, Poirot não aceita.

Na mesma noite da saída do expresso, Ratchett é brutalmente assassinado com doze facadas. Na cabine dele encontram-se algumas pistas estranhas: um limpador de cachimbo, um lenço com a letra “H” bordado e uma carta quase toda queimada. Poirot consegue resgatar um pedaço da carta e descobre que o morto na verdade se chamava Casseti e era antigo líder de uma quadrinha.  Ele fora o principal responsável pelo sequestro e morte de uma menina americana chamada Daisy Armstrong e, devido a esse acontecimento, os pais e a ama seca de Daisy também morreram.

Enquanto isso, o trem fica preso em uma grande tempestade de neve e o diretor da companhia, Monsieur Bouc, pede para que Hercule Poirot  entreviste todos os passageiros. O primeiro a testemunhar foi o próprio condutor da Wagon Lit, dizendo que não vira nada suspeito. O segundo interrogado foi o secretário de Ratchett, MacQueen, que dissera estar conversando no momento do crime com o coronel Inglês Arbuthnot. A terceira entrevistada, a senhora Hubbard, afirmou ter visto alguém entrando em sua cabine, visto que ela se encontrava ao lado da cabine de Ratchett e esta tinha acesso à entrada da mesma. Sua declaração havia sido confirmada anteriormente pelo condutor.

Posteriormente o valete inglês de Ratchett, Edward Masterman, e o seu companheiro de cabine, o italiano Foscarelli, confirmaram o álibi um do outro. O mesmo ocorre entre a passageira sueca, Greta Ohlsson,  e a inglesa Mary Debenham, que comprovaram não ter motivo aparente para haver cometido o crime.
(Essa caricatura ao lado do livro é a Agatha C. usando as roupas de Hercule Poirot *-*)
No decorrer dos relatos, Poirot descobre que a princesa russa era madrinha da mãe de Daisy Armstrong e por isso teria uma boa razão para matar Ratchett. Mas a fraqueza dela e o álibi da sua dama de companhia Hildegard Schmidt, confirmavam que elas não foram as responsáveis.

O Conde Andrenyi afirmava que sua esposa havia tomado um remédio para dormir na hora em que ocorreu o crime.  E todos os depoimentos estavam batendo com o testemunho de Hardman, um investigador disfarçado e segurança de Ratchett que vigiara o corredor do trem a noite toda.

Todos tinham um álibi que os defendia e o crime parecia sem suspeitos e sem solução. Ninguém tinha um motivo aparente para ter matado Ratchett, entretanto, Poirot vai “ligando” os fatos e propõe duas soluções para o caso...

E agora? Quem é foi o assassino?

Só posso dizer que A-DO-REI o livro!
Sempre gostei de histórias de crime e suspense, mas essa é realmente demais! 
É muito interessante, devido as incríveis surpresas que a sua leitura proporciona. 
O suspense traz emoção e vontade de investigar junto com o detetive, nos aproximando para a realidade e mostrando fatos que passam despercebidos. 
O modo como Agatha nos envolve, ao invés de causar decepção quando não acertamos a solução do problema, nos faz refletir e ficar impressionados com os detalhes e acontecimentos simples que desvendam a situação.

Não vou contar o final, porque né... É tão incrível e quase impossível que chega a ser ridículo quando tudo se resolve. Dá vontade de se esganar quando o óbvio está bem na nossa frente e não enxergamos =D hehe

Esse é o primeiro livro da rainha do crime que eu leio, e Hercule Poirot já entra para minha lista de detetives favoritos, assim como Sherlock Holmes (Conan Doyle), Ed Mort (Luis Fernando Veríssimo), Gil Grissom (CSI) e Clouseau (A Pantera Cor de Rosa).

Recomendadíssimo! 

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