Título: Alice no país das maravilhas
Original: Alice’s Adventures in Wonderland
Autor: Lewis Carroll
Número de páginas: 108
Ano: 2014
Tradução: Clélia Regina Ramos
Editora: Universo dos Livros

Oi leitores! Tudo bem?
Deixa eu começar contando que sou apaixonada por esse livro e todas as adaptações que já vi. Sabe aquela pessoa que vibra toda vez que vê um filme ou série onde aparece o Chapeleiro Maluco, Coelho Branco, Rainha de Copas, Gato de Cheshire? Pois é! Culpada!

Acredito que muita gente já conhece o começo dessa história, mas vale a pena lembrar:
 “Alice estava começando a se sentir cansada de ficar sentada ao lado de sua irmã e não ter nada para fazer: vez ou outra ela dava uma olhadinha no livro que a irmã lia, mas não havia figuras ou diálogos nele e para que serve um livro, pensou Alice, sem figuras nem diálogos?. Então, ela pensava consigo mesma (tão bem quanto era possível naquele dia quente que a deixava sonolenta e sem ânimo) se o prazer de fazer um colar e margaridas era mais forte do que o esforço de ter de levantar e colher as margaridas...”

Depois de refletir se seria interessante fazer um colar de margaridas, Alice vê um coelho branco com olhos cor de rosa passar correndo perto dela. No começo essa imagem não lhe parece fora do normal: um coelho dizendo que estava atrasando e retirando um relógio do colete. Claro. Por que cena mais comum que esta? Mas quando percebe que a situação é estranha resolve segui-lo.

Na toca do coelho, a pequena Alice parece nunca mais parar de cair, até que chega a uma enorme sala redonda. Quando descobre um meio de adentrar no País das Maravilhas (através de um rio de lágrimas), ela acaba se deparando com vários seres incríveis.

Há várias situações meio doidas, como por exemplo, quando Alice começa a falar para um grupo de animais sobre sua Gata Diná, e com isso acaba assustando um rato e alguns pássaros... E mais tarde quando ela recebe conselhos de uma lagarta que fuma narguilé e entra na casa de uma Duquesa que tem um bebê que vira porco (ou já é um porco, essa parte eu não entendi muito bem)...

Ah, e não dá para esquecer de mencionar o Gato de Cheshire, o Chapeleiro Maluco e a Lebre de Março!
Nem daquela charada:“Por que um corvo se parece com uma escrivaninha?”
A resposta é ainda melhor! Nem queiram saber (hehe)

E após participar de um chá muito louco com o Chapeleiro e a Lebre, Alice é convidada a participar de um jogo de críquete com a Rainha de Copas usando flamingos como bastões e ouriços como bolas.

Por falar nisso vocês sabem como se parece uma falsa tartaruga que tem aulas extras de lavagem? Pois então... É uma loucura!

E para terminar tem aquele julgamento louco, mas épico, onde os personagens dão seus depoimentos sem o menor sentido.

Tentei resumir e não contar muita coisa a respeito do livro justamente porque não quero privar o leitor de se encantar com essa história que, apesar de simples, consegue envolver do começo ao fim.

É tudo meio misturado, com situações inusitadas, mas podemos tirar análises psicológicas, filosóficas e sociais desse enredo.

Segundo o site Guia do Estudante a obra é cheia de referências a vida de Lewis Carroll e àquela época:

Violência


"Cortem-lhe a cabeça", diz a Rainha de Copas. O trecho revela que os leitores vitorianos não se chocavam com cenas de violência, mesmo se descritas para crianças. "Não se deveria permitir que livros como Alice no País das Maravilhas circulassem entre adultos que estão se submetendo à análise", afirmou o crítico Martin Gardner.



Amadurecimento


As transformações corporais sofridas por Alice são uma metáfora para o crescimento de meninas com a chegada da puberdade, oportunidade para inúmeras interpretações psicanalíticas. Carroll, aliás, nunca escapou de analogias (à pedofilia, por exemplo) e críticas a seu carinho por meninas de 8 a 12 anos, entre elas a Alice original.


Existencialismo

"Lagarta para Alice: ‘Quem é Você?’. Alice responde: ‘Eu... nem eu mesma sei, Sir... pelo menos sei quem eu era quando me levantei esta manhã, mas acho que já passei por várias mudanças desde então’." Para muitos críticos, tais indagações antecipam a filosofia existencialista de Jean-Paul Sartre (1905-1980).

Matemática aplicada

Autor de estudos de lógica, Carroll era fascinado por charadas. No capítulo 9, o Grifo (animal mitológico com cabeça de águia e corpo de leão) diz quantas horas por dia estudava: "Dez horas no primeiro dia, nove no seguinte, e assim por diante". Alice responde: "Nesse caso, no décimo-primeiro dia era feriado?" Ela está certa.


Só lembrando que a resenha faz parte do nosso especial de aniversário da Alice! Espero que tenham gostado... 






10 Comentários

  1. Oi Anah!! Não fazia ideia que Alice já tinha 150 anos!! Não é meu conto preferido, mas gosto desde pequena, tenho até o VHS :D
    Então, curti e segui seu blog! Parabéns pelo trabalho que fazes aqui ;)
    Gostaria de convidá-la para conhecer o meu blog, tenho ele desde 2013, mas infelizmente me afastei e agora estou tentando recomeçar as atividades. Se você puder me apoiar ficarei feliz!
    http://culturaedonuts.blogspot.com.br/

    Obrigada!! Beijão!!

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    1. Oi!!
      Também gosto desde pequena =D
      Obrigada! Vou retribuir com certeza!
      Beijos!

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  2. Muito bom! Parabéns.

    http://www.valdeirvieira.com/casa-de-3-quartos-com-suite-e-lavabo-no-cachambi/

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  3. Eu tive que ler esse livro, acho que foi no ano passado, surreal, eu acho.....do tipo de leitura que preciso ler e reler e reler, para compreender muito bem seu conteúdo, as veze pensava que a falta de sentido é que fazia todo o sentido. Claro que li muita coisa na internet para me ajudar a entender o livro kkkkkkkkkk, realmente o autor foi fantástico no que se propôs a fazer. Pretendo ler outras vezes e o Alice no mundo nos espelhos, que ainda não li. Tenho uma edição simples, se pudesse queria uma edição mais de luxo ahahahahaha
    bjs

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    1. Oi, Renata! Obrigada pela visita!!
      Concordo com você. Creio que eu deva ler novamente e com mais atenção, pois mesmo gostando ainda acho que deixei passar muita coisa. Tenho que pesquisar mais na internet também kkk
      Alice no mundo dos espelhos já é mais fora da casinha, mas ainda segue a mesma ideia. Tem a rainha branca e a vermelha, os twedles... A minha comprei porque gostei da capa, mas ela é um pouco fraquinha e um dia queria comprar edições de luxo também hehe.
      Beijos!

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  4. É uma história muito cativante e que nos faz rever toda a realidade rs.
    Parabéns :)
    Adorei.
    Adrielli Oliveira
    loading1blog.blogspot.com

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    1. Oii... Concordo, plenamente! Tão simples e complexo ao mesmo tempo se analisar bem...
      Obrigada!
      Beijos

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  5. Alice *o*
    Tão linda! Amo demais esse livro *--------------* <3

    Beijos
    albumdeleitura.blogspot.com.br

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    1. Siiiiim *--*
      Alice me representa: perdida e fora da casinha hehehe mas inteligente claro!
      Beijos, Mi, querida!

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