Este livro do grande escritor, prêmio Nobel de literatura José Saramago, conta a história de nada mais, nada menos do que... da morte. Para quem é acostumado com A Menina que Roubava Livros, Sandman e afins, vai se interessar muito por essa obra também.Porém, a morte narrada nessa obra é diferente. Ela é uma entidade, a princípio, transcendental (como no romance de Zusak) que de repente se cansou de tantas calúnias, de tantas injúrias contra si e decidiu suspender suas atividades em um certo país fictício.
Logo na primeira frase, o autor faz algo que não é muito do feitio dele, que é escrever uma frase curtíssima: "No dia seguinte ninguém morreu." A princípio isso é uma boa, não? Pois quem não gostaria de viver para sempre?
No entanto, a morte não abençoou este país, ela o amaldiçoou, pois a ausência da morte naquele lugar significou simplesmente a superlotação em hospitais, pessoas definhando em vida sem poder "descansar" definitivamente, falência dos serviços funerários (claro!) e o pior (ou o melhor, depende do seu ponto de vista, caro leitor): A religião foi sumariamente excluída da vida das pessoas, pois sem a morte, não há sentido acreditar no que está "do outro lado", ou no caso do cristianismo, sem a morte não há ressurreição.
A história chega em um ponto tal que algumas famílias simplesmente tentam se evadir das fronteiras com seus moribundos para poderem morrer. Isso acarreta em uma sangrenta (e só sangrenta) rebelião contra a polícia. 
Porém, dentro do prazo de um ano (do dia 1°de janeiro a 31 de dezembro) ela cruzou os braços e fez o ser humano implorar por ela.
Porém, isso tudo que foi dito para você, leitor, não foi o grande spoiler do que acontece no final. Há uma certa reviravolta em tudo isso. Vale muito a pena ler e refletir que esses "ideais" de vida eterna, aliás TODOS os ideais, há consequências.
E você: qual ideal que você tem? Já mediu as consequências dele? 

Abraço a todos.


3 Comentários

  1. Nunca li nada desse autor premiado, o que é uma falta né?
    Tenho feito uma lista dos autores que preciso ler alguma obra, seja ela a mais famosa ou não e Saramago é um deles....
    bjs

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  2. Olá Marcelo!
    Nunca li nada do autor, mas confesso que não me interesso muito pelos seus livros. Por mais que sejam marcantes e reflexivos, não faz o meu estilo, então acho que não conseguiria terminá-lo, rs.
    Ótima resenha :D
    Beijos,
    Ana M.
    www.vicioemlivros.com

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    Respostas
    1. Obrigado pelo prestígio, Ana. Realmente a obra de Saramago é algo pesado. Só depois de muita queda de ficha que eu consegui engrenar no estilo do autor. Tenho aqui O Evangelho Segundo Jesus Cristo, mas pergunta se eu tenho coragem de pegá-lo! kkkkkkk
      Bjo

      Marcelo Nery
      www.editoranormas.com.br

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